Pois bem, hoje como estou mais descansado, voltou a vontade de escrever. Por isso, este post será uma espécie de 2 em 1. Três dias de uma acentada para recuperar o tempo perdido. Escusado será dizer, que isto não foi tudo o que fiz... foi o que se foi fazendo entre a rega, pelo menos 1 hora 3 vezes por dia, ou outras coisas também pouco cansativas como por pedras de adubo em 300 árvores de seguida... ;) Ah... e as tarefas de limpeza, não esquecer, claro... lol
New menu
Depois de voltas e mais voltas com os shimpaku. Mudámos de prato. E este é servido em tabuleiros de 10 unidades. Passámos então para os Goyomatsu shohin (pinheiro branco). Em dois dias, fui buscar pelo menos uns 5 ou 6 tabuleiros desta iguaria. “Bring another box” diz Oyocata.

São árvores muito pequenas, por isso trabalham-se no colo segurando o vaso entre os joelhos.




Agora arama este. E aqui é que a coisa começou a complicar. É que estas árvores pequeninas são muito mais difíceis. Está tudo à vista. Num shimpaku maior, um arame a mais ou menos bem colocado... um patamar ligeiramente mais cheio... quase nem se nota. Mas aqui, não há volta a dar. Por isso é correcção atrás de correcção. Este arame... esta colocação, este botão... aqui é que é mesmo difícil.
Aqui ficam alguns exemplos:



New home
E o terceiro dia acordou assim meio encoberto. Oyocata chamou-nos. Vamos beber um café e conversar um bocado. São os últimos dias do Jarek . Depois do café, disse: “O Jarek continua o que está a fazer, e tu vens comigo. Hoje está bom para fazer transplantes”.
Pronto! Aqui, os mais susceptíveis param de ler e passam directamente para os comentários ou voltam no próximo post. Bem sei que estamos em pleno Agosto, mas relembro a nota importante que deixei no segundo capitulo desta viagem. Isto aqui no Japão é diferente. Esta reportagem não é um certificado para se poder fazer o mesmo em outra partes do mundo. Como Portugal. Por exemplo. Dito isto voltemos à história.
Primeiro os vasos. “Bring a box”... Já me começo a habituar a trabalhar “à palete”... lol. Foi muito divertido. Em Taisho-en, há vasos por todo lado. Em prateleiras, debaixo das bancadas, no chão atrás de uma estufa. Ainda por cima, a maioria são Tokoname. De todos os tamanhos, cores e feitios. Foi quase como uma caça ao tesouro, ou melhor, ao vaso. Este sim, este não, estes leva seis... enfim, tabuleiro cheio, e passámos para a zona de transplantes.




Depois, o transplante foi o normal. Retirar o substrato (aqui como as árvores estão em bom solo este “salta” com muita facilidade), poda de raízes para o novo vaso, prender, por substrato novo, e regar e já está. Em 2 horas, entre os dois foram umas 12 árvores. Oyokata, escusado será dizer, faz isto com muita facilidade e rapidez. Aqui fica a imagem da “primeira fornada”.

5 comentários:
viva João,isso ai não pára e é sempre "grandes fornadas",umas atrás das outras,lol
deves estar a adorar essas tuas "ferias"por mais trabalho que tenhas por ai :-)
obrigado pela partilha que nós por cá continuaremos a acompanhar,deliciados ;-)
grande abraço...
Olá João!
A vida é dura em Taisho-en, mas se não fosse assim não teria tanta piada. :)
Quando se pega nos caixotes dos goyomatsu é que se percebe que há muitos mais nas estantes do que pensamos. É engraçado pensar que este material bastante modesto (nos padrões de Taisho-en) tem a capacidade de ensinar tanto.
Uma vez mais, obrigado pela partilha!
Um abraço,
Pedro
Do Algarve para o Japao um grande ola :)
Embora com as nossas limitacoes tecnicas,
temos acompanhado dia a dia o teu
trabalho e as belissimas arvores
que ai existem.
Beijos e abracos, continuacao de bom trabalho
Dulce, Fernando,Vasco e Simao
Olá Amigos,
Agora já a meio do tempo de estadia, a coisa já vai sendo mais "normal"... uma parte já é em piloto automático.
Família,
Obrigado pela visita e comentários!
Estou cheio de saudades de casa.
Bjs e Abr
João
Viva João,
De facto, a estadia no Japão foi suberba.
Gostava de saber quais foram os constituintes na mistura de solo.
Abraço,
Rui Marques
Enviar um comentário